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A Tendinha dos Clérigos é um bar/club de forte cunho musical e acentuadamente Rock. Abriu em 2005 e foi o primeiro de muitos espaços do género numa das zonas mais animadas da actual noite portuense, entre os Clérigos e a Rua José Falcão, em plena baixa.

Por vezes, no princípio, era complicado dar com a coisa: portas com a despiciência disso mesmo, de uma tendinha, um pomar, boteco de diárias fechado para os jantares… Uma luz solitária e uma placa distraída a dar nome ao que se tornaria num marco da noite portuense: Tendinha dos Clérigos. Entrada a porta, na surpresa inaugural de Abril de 2005, os passos seguiam o falso da noite-tecto, estrela eléctrica em estrela eléctrica, correndo o balcão e ultrapassando as mesas, para o mergulho negro na pista de dança. Corpos em coreografias, bola de espelhos, rock das colunas. Misto de contemporaneidade e salto quântico a boates dos anos 1980, ou seja: promessa a cumprir-se na cultura underground nortenha.

Em boa verdade, não era um cunho totalmente novo. Mas mais o transplante e ampliação do ambiente criado antes por uma outra e também pelo mesmo proprietário, Alberto Fonseca, mas do outro lado da Baixa portuense: a Tendinha dos Poveiros. Ponto de paragem das comunidades estudantil, artística e musical dessa zona da cidade, essa Tendinha começou por afirmar-se como vértice do triângulo Tendinha-Maus Hábitos-Valentino´s (que viria a dar origem ao Contagiarte), e depois em nome próprio. Na música, entalada nos fins-de-semana chuvosos e espalhada na esplanada estival, o rock foi-se afirmando como ingrediente essencial deste espaço variável, principalmente nas selecções de André Spencer e Emília Sousa. Aberto o Tendão, ou T3, como também é conhecida a Tendinha dos Clérigos (e convém aqui explicar que há ainda  o primordial restaurante Tendinha do Padrão), esses nomes ajudam a vincar aqui o mesmo perfil musical, trazendo com eles muitos dos que então rumavam aos Poveiros .

Rapidamente, a cidade assume esta sua nova centralidade underground e cresce a lista de dj´s que a adoptam como residentes: Pedro Castro (vindo d’O Meu Mercedes é Maior que o Teu), Gonçalo Morgado, Eduardo Sardinha (jornalista da Blitz e dj do Contagiarte), Scotch (os últimos juntos como PanTheMusic), Slip (também do Contagiarte)… e, numa segunda fase, com uma programação mensal assegurada por Paulo Dantas (conhecido do tempo do Solar das Suecas até ao Contagiarte, Triplex, Rádio Bar e Blá Blá). O Tendão passar a contar com nomes como Isidro Lisboa (Rádio Nova e habitué em diversos espaços portuenses), Jorge Monteiro, The Boys Who Sold the World e Zé Manel entre os costumeiros contribuintes. Para além dos inúmeros dj’s não-residentes e da lista de bandas que, esporadicamente, aqui se apresentaram ao vivo.

Já em 2008, a Tendinha dos Clérigos, sofre obras substanciais. Não foram as primeiras desde a sua existência, mas foram as que vieram dar a substância interna à porta externa, como podem ver logo na entrada deste site. Não é que fosse estritamente necessário, já que toda a gente que o quisesse saber sabia onde o encontrar. Mas sempre é bom poder desconfiar logo à primeira que é por detrás daquela porta pequena que está o início de uma das mais movimentadas zonas do Porto nocturno desta década.

Em 2009, correspondendo ao interesse crescente do seu público, a Tendinha dos Clérigos investe na sua própria renovação, e um novo espaço é desenhado pelo Atelier Veloso Arquitectos (AVA Architcts), que o torna mais sofisticado e confortável, melhorando as áreas de atendimento e outras disposições técnicas.

O impacto foi tremendamente positivo junto dos nossos clientes, que manifestaram um agrado entusiasmante, assim como os agentes criativos e da arquitectura em geral, com eco em meios de referência, como as publicações “DOCOL”(Brasil), “Liaoning Science and Technology Publishing House” (China) e Polish and World Architecture – the ARCHIZOoM vortal” (Polónia).

O novo cenário para noites intensas manteve a identidade, ficou mais bonito e confortável, está sonora e tecnologicamente bem apetrechado e é – com muito orgulho de todos – um dos pontos altos da noite do Porto, uma das melhores da Europa, segundo referências do turismo e dos apreciadores de música para dançar.

E porque a relação entre o dançar e a qualidade da música para o efeito é uma preocupação constante do “Tendão”, apresentamos um conjunto de “fire starters” que compõem o “DNA” da casa.

São todos dj’s de noites robustas, desde a memorável – e saudosa – Mónica “Le Chat Noir” aos mais frequentes: Jorge Monteiro, Ricardo Teixeira, António “El-Fuser”, Pesos Pesados (Isidro Lisboa e António Barroso), Jorge Vieira, Mad Marx, Kulture Brothers…

Mas porque o Tendão é, também, um espaço de novas tendências e vocacionado para um público que se rejuvenesce de várias formas, criamos (já em 2013) o momento “Novas Oportunidades”, onde começam a aparecer novos dj’s.

Por fim, mas nunca últimos, uma palavra para o enorme profissionalismo e dedicação dos colaboradores da Tendinha dos Clérigos, encabeçados pelo Pedro Miguel Puré e pela Ana Soares.

De um passado recente, mas capaz de oferecer um serviço de muitas estrelas a quem nos visita, é com esta equipa fantástica que a Tendinha dos Clérigos quer vincar o seu estatuto de excelência no que diz respeito à animação nocturna que Portugal pode oferecer.

Alberto Fonseca